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Lembrancas de um amor by ~Orpheux:iconOrpheux:





Há tanto tempo que já não vinha aqui.

Tantas horas esquecidas,
Tantos dias por preencher.

Estou sentado agora no mesmo local
Onde te vi pela primeira vez,
Respirando o mesmo ar que juntos respirámos
Quando te beijei.

O destino tem destas coisas.

Se há um ano me perguntasses onde estaria agora
De certo que não era aqui que desejava estar.

E, passado tanto tempo,
É estranho como nada se altera em mim.

Pensei que partindo
poderia recomeçar a viver e esquecer-te.
( Não podia estar mais errado)

E eis-me aqui, agora,
Sentado neste banco de jardim,
A relembrar como te amava.
( e como ainda te amo)

O tempo teve um efeito contrário em mim,
Torturando-me por não te amar.

Por ter sido tolo o suficiente
Para te ter deixado partir.
(quando o meu coração te queria junto a mim).

Vejo agora aqui
Aquilo que tanto me esforcei por negar e esquecer.
(quem me dera ter ouvido o meu coração)

Tenho consciência dos meses e dos anos
Que perdi por minha própria teimosia.

Por me recusar a admitir
E simplemente dizer-te que te amava,
(tentava, mas as palavras atraiçoava-me
a cada vez que o tentava fazer)

No fundo, sempre o soubeste.
(Apesar de nunca to ter dito)

Sempre pensaste que um dia
Por fim te diria pessoalmente
O que nem em cartas te consegui contar.

Quem sabe um dia
Os ventos te tragam junto a mim.

Talvez nessa altura te faça feliz.
©2005-2009 ~Orpheux
:iconorpheux:

Author's Comments

Este poema foi concebido para o concurso que está a decorrer na comunidade ~pt cujo tema, para quem como eu foi ao meeting, é "Os sentimentos". (Quem não foi o tema escolhido pela administração é "Mitos e Lendas" ). Ambas temáticas que me agradam. Porém estou grato por ser "Os sentimentos", enquadra-se no tipo de poesia que escrevo.
O tema foi lançado durante o meeting, após o qual cada um foi por momentos para seu lado em busca de inspiração para fotografias(em alguns casos), desenhos (em outros), e/ou poemas (em casos como o meu).
Sentei-me no banco do jardim que há lá no parque das nações. Bem perto do café ao pé da entrada do centro comercial Vasco da Gama, em busca de alguma inspiração. Algo que me pudesse servir de inspiração. Talvez o ambiente dali o fizesse - a água do repuxo, as crianças a brincar, um ou outro casal de namorados por perto, idosos sentados minding their own business, pássaros a cantar.
Tive algum tempo até ás 18h00m (hora combinada para nos reunirmos nomamente á entrada do C. C. ) Normalmente tenho tendência a escrever o poema todo numa só vez senão não sei onde tinha ficado, além de que para mim o sentimento com que estaria a escrever o poema se pegasse nele noutro dia, para mim o poema não é nunca igual ao que me levou a escrevê-lo na primeira vez. A poesia que escrevo (porém não me considero poeta. Creio que se algum dia me considerar como tal será o dia em que deixarei de ter motivos para escrever poemas.), muita dela é inventada mas em cada uma deposito um bocado de mim. Podem não ser situações vividas mas em cada uma está um bocado de mim próprio. Já dizia Fernando Pessoa, "O poeta é um fingidor. / Finge tão completamente/que chega a fingir que é dor/ a dor que deveras sente."
Neste peguei em coisas do meu passado (embora a situação ainda seja presente). Sobre alguém que ainda me diz muito. Como outrora já ouvi dizer "Se amas algo deixa-o partir. Se voltar é porque é teu, se não nunca o tiveste." Maybe someday i'll find someone.. Maybe someday... (although i seriously doubt it. :| )

Sugestões são sempre bem-vindas
________________________________________ _____

:bulletblue: Fotomontagem © Nelson Valadas ( ~ZarboK / *Orpheux )

:bulletblue: Fotografia de mim próprio enquanto pequeno, sentado no castelo @ "Portugal dos pequeninos" © Carla Valadas Tenente ( É a minha irmã mais velha. Esta foto foi tirada quando eu tinha a 2 anos. )

:bulletblue: Fotografia do meu rosto (na frente) © David Fonseca ( Não, não é o cantor. É um amigo meu que simplesmente tem é o mesmo nome dele. =P ) (Foto tirada este ano no dia do almoço dos meus anos. :) )

:bulletblue: Lettering (a.k.a. font ) usado: Aquiline ( disponível @ [link] )


EDIT: Fiz umas alterações sugeridas pela ~Sweet-Fairy ( Obrigado, Sara.:hug: )

Comments


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:iconfr3akygirl:
lindo :)
a melancolia, todos os sentimentos cada vez mais presentes, apesar da ausencia da pessoa, as recordaçoes que ficam..
conseguiste expressar isso muito bem, parabens :)

:cuddle: :hug: :hug: :hug:
:iconhelewidis:
Coloquei em sublinhado certas palavras ou conjunções que eu retirava, por não serem relevantes e não fazerem falta em termos tanto estéticos como lógicos.


1º verso: Há tanto tempo que não vinha aqui.

Em "Estou sentado agora no mesmo local" estás a repetir duas ideias iguais: o facto de usares o verbo estar no presente elimina a hipótese de dizeres que o que estás a fazer é no momento presente... entendes o que quero dizer?

Logo a seguir cortas a frase, que teria mais beleza se continuasse junta, mas isso apenas a meu ver; não são regras.

Lê o verso: "Respirando o mesmo ar que juntos respirámos", sentes leveza nele? Não. eu pelo menos não sinto... tens o mesmo verbo duas vezes, além disso e pior ainda, passaste do tempo presente para o passado e ainda utilizaste aquela forma tipicamente brasileira (arggh...): respirando...
dando a mesma ideia e lógica, eu sugeria antes: "Respiro o ar que no passado foi nosso/que nos uniu em tempos/que um dia esteve entre os nossos lábios", ou algo assim... dentro do género.

agora -> não uses tanto a apalvra agora. tnta evitá-la, acima de tudo não a repetir, tentar substituí-la por formas mais metafóricas ou poéticas, como Hoje, por exemplo: "E eis-me aqui, agora,/Hoje"

eu aqui susbtituía: "A relembrar como te amava./( e como ainda te amo)/e amo."

e mais uma vez: "Talvez nessa altura te faça feliz."


-> isto tudo porquê?

1º pediste a minha opinião e sabes que sou sincera, e só através disso podes ter hipoteses de melhorar

2º repetes-te muito e fazes a papinha ao leitor; na minha opinião o leitor perceb logo pelo titulo "lembranças de um amor" que se vão encontrar duas acções em dois tempos: passado, presente. amei, amo. e, exactamente por isso mesmo, acho que não devias sobrecarregar o leitor com palha como "agora", "já", "nessa altura" e outras formas temporais. porque, no fundo nao passa disso mesmo: palha, que atrapalha a beleza das tuas palavras e dos teus sentimentos... talvez te faça feliz soa muito melhor sem o "nessa altura", pelo menos na minha opinião... ;)


beijinhos... e... nao me leves a mal... se nao escrevi as criticas com jeitinho é porque tenho pouco tempo, mas sabes que como mãe só quero o teu melhor e se "abuso" é porque acredito em ti! :hug:

--
Eloísa Valdes,
Anthropologist by day, Deviant by night.

`Helewidis & ^estudio aka dA's Bonnie & Clyde
:iconace-:
Descobri este teu trabalho através da comunidade ~pt. Relaciono-me muito com o que está ai descrito... é praticamente o que estou a viver agora. Sei que não te consideras como poeta, mas todos nós temos um bocado de poesia dentro de nós... os nossos sentimentos, aquilo que vivemos e por que passamos fazem transpor essa poesia cá para fora... De qualquer maneira, adorei. :+fav:

--
- gently. gently, you savages!
:iconorpheux:
:( :worry: :cling: wish i could do something about it. :worry: custa ver os outros a sofrer mais do que a mim próprio. :worry:

"todos nós temos um bocado de poesia dentro de nós... os nossos sentimentos, aquilo que vivemos e por que passamos fazem transpor essa poesia cá para fora.."
Nisso concordo contigo, Bruno. Cada um de nós tem um bocado de poesia dentro de si. ( Como menciono como frase pessoal desta conta do deviantArt - "Poesia é a forma que a alma humana encontrou para se expressar." )
:blushes:^^; 'bigado. :blushes:

:hug:

Nelson

--
my general art (and main) account

my poetry account
:)
:iconace-:
E que bela frase (: Obrigado eu
:+devwatch:

--
- gently. gently, you savages!
:iconbutterfly-hc:
:cries: poderosa... sincera... verdadeira... a tua.. a minha... a nossa historia... perfeito... ja tive desse lado.. agora tou no de la.. e eh a nossa vida... passa-la a amar e a "desamar" smp de sofrimento em sofrimento.. algures li: "so ha dois finais para as historias de amor: o homem que deixa a mulher ou a mulher que deixa o homem"...


Perfeita!

:hug:

Rita
:heart:

--
:spotlight-left: :butterflytwo: Butterfly-HC :butterflytwo: :spotlight-right:
:iconorpheux:
Olá, "mommy" :aww:.
:( Sorry só agora te responder ao comment. :worry:
Claro que não levo a mal. Bem sei que tens pouco tempo. :blushes: "Abusa" à vontade. ;P É com as críticas que crescemos. Por isso por mim todas as críticas são bem-vindas.:aww:
E é isso que admiro em ti. :)
(Tinhas razão, fica mais leve aquele verso inicial do "Respirando o ar..." :)
^^; Nem sabia que tinha colocado um termo brasileiro^^; )
:blush:fiz novamente a papinha ao leitor? oops. :blush: Queria apenas tentar transmitir o máximo de realismo que conseguisse, para que quem lesse ao ler era como se estivessem lá também. :blush: ^^;

Bom, deixa ver se compreendi as tuas sugestões.. :aww: ( o poema aqui em baixo já contém as sugestões que me indicaste:aww:
^^;Se não te recordares do que escreveste clica neste meu reply em "parent" ^^; )
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Há tanto tempo que não vinha aqui.

Tantas horas esquecidas,
Tantos dias por preencher.

Estou sentado no mesmo local
Onde te vi pela primeira vez.

Respiro o ar que no passado foi nosso,
Que nos uniu em tempos,
Que um dia esteve entre os nossos lábios.

O destino tem destas coisas.

Se há um ano me perguntasses onde estaria agora
De certo que não era aqui que desejava estar.

E, passado tanto tempo,
É estranho como nada se altera em mim.

Pensei que partindo
poderia recomeçar a viver e esquecer-te.
( Não podia estar mais errado)

E eis-me aqui, hoje,
Sentado neste banco de jardim,
A relembrar como te amava
E amo.

O tempo teve um efeito contrário em mim,
Torturando-me por não te amar.

Por ter sido tolo o suficiente
Para te ter deixado partir.
(quando o meu coração te queria junto a mim).

Vejo agora aqui
Aquilo que tanto me esforcei por negar e esquecer.
(quem me dera ter ouvido o meu coração)

Tenho consciência dos meses e dos anos
Que perdi por minha própria teimosia.

Por me recusar a admitir
E simplemente dizer-te que te amava,
(tentava, mas as palavras atraiçoava-me
a cada vez que o tentava fazer)

No fundo, sempre o soubeste.
(Apesar de nunca to ter dito)

Sempre pensaste que um dia
Por fim te diria pessoalmente
O que nem em cartas te consegui contar.

Quem sabe um dia
Os ventos te tragam junto a mim.

Talvez te faça feliz.

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Assim? :aww:

:hug::cuddle::hug::hug:

p.s.- Tenho que te enviar as capas do cd para o teu email. Tenho-me esquecido sempre. :blush:^^;
ah, enviei-te um reply ao email que me enviaste. :aww:
:hug:

--
my general art (and main) account

my poetry account
:)
:iconhelewidis:
:nod:

:cuddle:

--
Eloísa Valdes,
Anthropologist by day, Deviant by night.

`Helewidis & ^estudio aka dA's Bonnie & Clyde

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July 24, 2005
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