Há tanto tempo que já não vinha aqui.
Tantas horas esquecidas,
Tantos dias por preencher.
Estou sentado agora no mesmo local
Onde te vi pela primeira vez,
Respirando o mesmo ar que juntos respirámos
Quando te beijei.
O destino tem destas coisas.
Se há um ano me perguntasses onde estaria agora
De certo que não era aqui que desejava estar.
E, passado tanto tempo,
É estranho como nada se altera em mim.
Pensei que partindo
poderia recomeçar a viver e esquecer-te.
( Não podia estar mais errado)
E eis-me aqui, agora,
Sentado neste banco de jardim,
A relembrar como te amava.
( e como ainda te amo)
O tempo teve um efeito contrário em mim,
Torturando-me por não te amar.
Por ter sido tolo o suficiente
Para te ter deixado partir.
(quando o meu coração te queria junto a mim).
Vejo agora aqui
Aquilo que tanto me esforcei por negar e esquecer.
(quem me dera ter ouvido o meu coração)
Tenho consciência dos meses e dos anos
Que perdi por minha própria teimosia.
Por me recusar a admitir
E simplemente dizer-te que te amava,
(tentava, mas as palavras atraiçoava-me
a cada vez que o tentava fazer)
No fundo, sempre o soubeste.
(Apesar de nunca to ter dito)
Sempre pensaste que um dia
Por fim te diria pessoalmente
O que nem em cartas te consegui contar.
Quem sabe um dia
Os ventos te tragam junto a mim.
Talvez nessa altura te faça feliz.















Comments
a melancolia, todos os sentimentos cada vez mais presentes, apesar da ausencia da pessoa, as recordaçoes que ficam..
conseguiste expressar isso muito bem, parabens
1º verso: Há tanto tempo que já não vinha aqui.
Em "Estou sentado agora no mesmo local" estás a repetir duas ideias iguais: o facto de usares o verbo estar no presente elimina a hipótese de dizeres que o que estás a fazer é no momento presente... entendes o que quero dizer?
Logo a seguir cortas a frase, que teria mais beleza se continuasse junta, mas isso apenas a meu ver; não são regras.
Lê o verso: "Respirando o mesmo ar que juntos respirámos", sentes leveza nele? Não. eu pelo menos não sinto... tens o mesmo verbo duas vezes, além disso e pior ainda, passaste do tempo presente para o passado e ainda utilizaste aquela forma tipicamente brasileira (arggh...): respirando...
dando a mesma ideia e lógica, eu sugeria antes: "Respiro o ar que no passado foi nosso/que nos uniu em tempos/que um dia esteve entre os nossos lábios", ou algo assim... dentro do género.
agora -> não uses tanto a apalvra agora. tnta evitá-la, acima de tudo não a repetir, tentar substituí-la por formas mais metafóricas ou poéticas, como Hoje, por exemplo: "E eis-me aqui, agora,/Hoje"
eu aqui susbtituía: "A relembrar como te amava./( e como ainda te amo)/e amo."
e mais uma vez: "Talvez nessa altura te faça feliz."
-> isto tudo porquê?
1º pediste a minha opinião e sabes que sou sincera, e só através disso podes ter hipoteses de melhorar
2º repetes-te muito e fazes a papinha ao leitor; na minha opinião o leitor perceb logo pelo titulo "lembranças de um amor" que se vão encontrar duas acções em dois tempos: passado, presente. amei, amo. e, exactamente por isso mesmo, acho que não devias sobrecarregar o leitor com palha como "agora", "já", "nessa altura" e outras formas temporais. porque, no fundo nao passa disso mesmo: palha, que atrapalha a beleza das tuas palavras e dos teus sentimentos... talvez te faça feliz soa muito melhor sem o "nessa altura", pelo menos na minha opinião...
beijinhos... e... nao me leves a mal... se nao escrevi as criticas com jeitinho é porque tenho pouco tempo, mas sabes que como mãe só quero o teu melhor e se "abuso" é porque acredito em ti!
--
Eloísa Valdes,
Anthropologist by day, Deviant by night.
`Helewidis & ^estudio aka dA's Bonnie & Clyde
--
- gently. gently, you savages!
"todos nós temos um bocado de poesia dentro de nós... os nossos sentimentos, aquilo que vivemos e por que passamos fazem transpor essa poesia cá para fora.."
Nisso concordo contigo, Bruno. Cada um de nós tem um bocado de poesia dentro de si. ( Como menciono como frase pessoal desta conta do deviantArt - "Poesia é a forma que a alma humana encontrou para se expressar." )
Nelson
--
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- gently. gently, you savages!
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Perfeita!
Rita
--
Claro que não levo a mal. Bem sei que tens pouco tempo.
E é isso que admiro em ti.
(Tinhas razão, fica mais leve aquele verso inicial do "Respirando o ar..."
Bom, deixa ver se compreendi as tuas sugestões..
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Há tanto tempo que não vinha aqui.
Tantas horas esquecidas,
Tantos dias por preencher.
Estou sentado no mesmo local
Onde te vi pela primeira vez.
Respiro o ar que no passado foi nosso,
Que nos uniu em tempos,
Que um dia esteve entre os nossos lábios.
O destino tem destas coisas.
Se há um ano me perguntasses onde estaria agora
De certo que não era aqui que desejava estar.
E, passado tanto tempo,
É estranho como nada se altera em mim.
Pensei que partindo
poderia recomeçar a viver e esquecer-te.
( Não podia estar mais errado)
E eis-me aqui, hoje,
Sentado neste banco de jardim,
A relembrar como te amava
E amo.
O tempo teve um efeito contrário em mim,
Torturando-me por não te amar.
Por ter sido tolo o suficiente
Para te ter deixado partir.
(quando o meu coração te queria junto a mim).
Vejo agora aqui
Aquilo que tanto me esforcei por negar e esquecer.
(quem me dera ter ouvido o meu coração)
Tenho consciência dos meses e dos anos
Que perdi por minha própria teimosia.
Por me recusar a admitir
E simplemente dizer-te que te amava,
(tentava, mas as palavras atraiçoava-me
a cada vez que o tentava fazer)
No fundo, sempre o soubeste.
(Apesar de nunca to ter dito)
Sempre pensaste que um dia
Por fim te diria pessoalmente
O que nem em cartas te consegui contar.
Quem sabe um dia
Os ventos te tragam junto a mim.
Talvez te faça feliz.
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Assim?
p.s.- Tenho que te enviar as capas do cd para o teu email. Tenho-me esquecido sempre.
ah, enviei-te um reply ao email que me enviaste.
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Eloísa Valdes,
Anthropologist by day, Deviant by night.
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